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20 anos sem Jorge Amado: cinco obras para entender a importância do autor

Para celebrar a memória de uma dos maiores escritores da literatura brasileira destacamos cinco livros para você ler ou reler pra já!

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Por Jaiane Souza | Culturadoria

Agosto poderia até ser chamado de mês Jorge Amado. Isso porque o escritor baiano nasceu no oitavo mês do ano. E mais: 2021 marca os 20 anos de morte dele, que é um dos maiores nomes da literatura brasileira.

Ao todo, publicou 49 livros, que foram dezenas, em 49 idiomas diferentes. Além disso, no romance, é o escritor brasileiro com maior número de vendas da história e a obra dele foi reconhecida com o Prêmio Camões, concedido a autores que contribuem para o enriquecimento da língua portuguesa. Vale destacar ainda que Jorge Amado é o escritor mais adaptado para o cinema, para o teatro e para a televisão.

Jorge Amado
Jorge Amado. Foto: Acervo Zélia Gattai / Fundação Jorge Amado

Natural da Bahia, participou durante a adolescência da vida literária de Salvador, tendo sido um dos fundadores da Academia dos Rebeldes, grupo de jovens que atuou na renovação da literatura baiana. Além disso, publicou em revistas, foi deputado federal pelo Partido Comunista Brasileiro e a sua obra é extremamente relevante para a literatura brasileira. A narrativa do escritor se voltava para as raízes nacionais, abordando temáticas como a desigualdade social, política, religião, folclore e tradições do povo brasileiro. 

Por isso, destacamos cinco livros fundamentais do autor para você ler para já ou reler e reviver histórias com temáticas sociais, políticas e regionalistas. Confira!

O país do carnaval

Primeiro romance de Jorge Amado, o livro acompanha a volta do jovem filho de fazendeiro Paulo Rigger para o Brasil após sete anos cursando direito em Paris. Na cidade luz ele viveu e absorveu comportamentos e várias ideias modernas. Entretanto, chega em terras brasileiras e tenta entender um país que está atrasado em relação à sua experiência, um local onde não se encaixa. Sendo assim, se une a intelectuais de Salvador para discutir política, amor, religião e filosofia em uma busca para resolver sua inquietação existencial. Adquira o livro aqui. 

Capitães da areia

Escrito em 1937, o livro faz parte do movimento Romance de 30, quando a literatura passou a ganhar experimentações e engajamento em questões sociais. Dessa forma, acompanha um grupo de meninos em situação de rua que vivem à margem da sociedade, que assaltam e passam por situações violentas. Tudo para sobreviver. Entretanto, também aborda a inocência e ingenuidade da infância, critica fortemente a desigualdade social brasileira, tema que continua forte após quase 100 anos de publicação do livro. Compre o livro aqui.

Gabriela cravo e canela

Um dos romances mais aclamados da trajetória de Jorge Amado também marca uma certa mudança no estilo do autor, que antes tinha foco em questões sociais. Sendo assim, Gabriela Cravo e Canela conta o romance entre a sertaneja Gabriela e o sírio Nacib. O pano de fundo são os anos 1920 e a modernização de Ilhéus, na Bahia, que está se desenvolvendo graças à exportação de cacau. Dessa forma, com sensualidade inocente, Gabriela conquista o coração do sírio e também seduz dezenas de outros homens que vivem no local. O livro se tornou um fenômeno no mundo inteiro logo após a publicação, em 1958, e ganhou versão para a televisão, sendo uma das novelas mais aclamadas pelo mundo. Compre aqui. 

Dona Flor e seus dois maridos

Florípedes Paiva é uma mulher que conhece a dupla face do amor ao viver com dois maridos. De um lado está Vadinho, boêmio, conhecedor da vida noturna de Salvador. Do outro, o farmacêutico Teodoro, mais comedido, com quem ela se casa logo após a morte do primeiro marido. Com o segundo, dona Flor encontra um amor seguro materialmente, metódico e a paz doméstica. Ou seja, ela alterna do fogo à calmaria em uma narrativa que faz uma crônica dos costumes baianos nos anos 1940. Adquira aqui

O livro também ganhou versões para o cinema, televisão e teatro. Confira o filme no Telecine Play

Tenda dos milagres

A chegada de James Levenson, Prêmio Nobel, a Salvador causa um alvoroço na imprensa local e é o ponto de partida para a narrativa. Ele busca, em 1968, quatro livros que documentam a formação da população baiana. Dessa forma, a história volta para o início do século XX, para destacar as proezas de Pedro Archanjo. Ele é um homem mestiço e estudioso que desafia a tradição acadêmica e causa indignação da elite branca e racista da cidade. Em resumo, o livro faz um panorama da cultura da Bahia e da resistência do estado contra a repressão e violência que viveu nas primeiras décadas do século passado,. Entre elas a intolerância religiosa e racismo. Compre aqui

Jorge Amado
Jorge Amado. Foto: Ulf Andersen / Getty Images

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