Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

1ª Mostra Teatro na Tela, da Cia Pierrot Lunar, traz experimentações de artistas em teatro digital

Mostra nacional de experimentos digitais em teatro é realizada online e ao vivo de 16 a 22 de junho

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A Cia Pierrot Lunar vem se destacando em experiências no mundo digital durante a pandemia. Dessa forma, com quase 30 de trajetória, a trupe realiza mais um projeto, de 16 a 22 de junho: a mostra Teatro na Tela. A primeira edição do evento online apresenta 12 criações, inéditas e adaptadas para o YouTube. As apresentações são diárias em diversos horários, transmitidas pelo YouTube e Instagram da Pierrot Lunar.

Já na abertura, às 19h, tem bate papo com alguns artistas brasileiros que vêm realizando experimentos digitais, como Yara de Novaes (SP – Companhia dos Três), Eduardo Moreira (MG – Grupo Galpão), Giordano Castro (PE – Magiluth) e Ivam Cabral (SP – Satyros).

Experimentação no universo digital

Desde o início da pandemia no Brasil, a Pierrot Lunar pesquisa formatos e linguagens variadas no ambiente virtual. Para isso, realiza espaços abertos no YouTube, por meio de festivais e mostras online para que artistas do teatro e do audiovisual também exponham os trabalhos. 

teatro na tela
Desmonte, Grupo Girino. Foto: Hugo Honorato / Divulgação

A mostra Teatro na Tela traz na programação 12 criações inéditas com temáticas diversas. Só para exemplificar, questões raciais e de identidade e discussões sobre crimes ambientais (barragens), imigração, relações humanas etc. Além disso, as obras são divididas em categorias: Na Tela, Tela a Tela e Palco na Tela. Todas as apresentações são gratuitas.

Programação completa

TELA A TELA – Youtube

DIA 17 JUN – QUINTA

20h. – MPR – Mulheres Poetizando a Resistência

Grupo de Teatro Morro Encena –  Belo Horizonte/MG, 30 minutos

“MPR é um experimento teatral inspirado em narrativas poéticas de mulheres negras e periféricas, cujas trajetórias dizem muito de nós,  também mulheres, sendo a maioria preta e favelada.

E aí, o que é MPR para você?”

Direção: Sandra Sawilza

Dramaturgia: Construção Coletiva

Atrizes: Andresa Romão, Beatriz Alvarenga, Érica Lucas, Fabiana Martins, Sandra Sawilza, Thamara Selva

Produção e Direção de Arte: Andresa Romão

DIA 18 JUN – SEXTA

20h. – PORCO SOLIDÃO

Porco Solidão – Belo Horizonte/Viçosa/MG, 30 minutos

Trata da condição transitória e solitária do ser humano frente a situações que parecem comuns, mas que revelam a estranheza e as angústias que atravessam o nosso cotidiano. A busca por um significado para nossas vidas nos lança em um redemoinho de ações, sentimentos e pensamentos, que procuram reinventar a solidão existencial de cada um de nós, sobretudo neste momento histórico da humanidade, marcado por uma pandemia mundial.

Criadores e intérpretes: Jeane Doucas, Marcelo Miyagi e Roberson Nunes

DIA 19 JUN – SÁBADO

20h. – PROJETO SELVAGERIA

Coletivo Sala Vazia – Belo Horizonte/MG, 15 minutos

Dois performers, isolados e mediados pelos seus celulares, tentarão, neste podcast multimidiático pandêmico em processo, transcriar Selvageria, conto pouco conhecido do dramaturgo Nelson Rodrigues, encarando temas contemporâneos terríveis, tais como a violência contra a mulher e o feminicídio.

Ficha Técnica

Concepção, roteiro, direção e performance: Mariana Rabelo e Fernando Barcellos

Produção: Mariana Rabelo

Realização: Coletivo Sala Vazia

NA TELA – Instagram

DIA 20 JUN – DOMINGO

19h –  IN CÔMODO OU O QUE TEMOS PARA HOJE?

Zula Cia de Teatro – Belo Horizonte/MG, 15 minutos

O trabalho revela a tentativa de um casal de atores em realizar uma peça de teatro ao vivo, através de uma live, dentro da casa habitada também pelo filho de 3 anos e uma cadela. Ele traz à tona os incômodos dessa criação virtual ao mesmo tempo que celebra a força da arte e do teatro, sem ignorar a realidade cotidiana da casa, que pode invadir a cena, sem tempo para ensaio.

Concepção, direção, dramaturgia e atuação: Talita Braga e Cristiano Araújo

Grupos parceiros: Zula Cia de Teatro e Armatrux

Consultoria tecnológica e edição ao vivo: André Veloso

Iluminação: Cristiano Araújo

Olhar de fora: Mariana Maioline e Andréia Quaresma

Agradecimentos: José Marcelo Rodrigues, Bento Rodrigues e Maria José (a cadela)

19h30 –  desCOnVID-me

Mariana Azevedo Produções – Carbonita/MG

15 minutos

A palhaça Florisberta e o seu Gerônimo continuam a saga da luta contra o COVID e das penúrias do isolamento social e seus desdobramentos.

A rotina, o tédio e o convívio entre eles geram inúmeras situações um tanto quanto caóticas onde o público se diverte dentro de uma identificação com essas personas nada convencionais.

Concepção, roteiro, atuação: Mariana Azevedo

Roteiro e atuação: Leo Ortiz

20h – ASSURUBYN

Belo Horizonte/MG, 15 minutos

Dizem que sua mãe pariu um peixe. Nascida e jogada na bacia pra num morrê seca. Peixe pintado que pula no leito e some, vira água de rio. Forte qui nem correnteza, pele de areia de fundo d´água. Ela: Assurubyn.

Concepção, direção e figurino: Lira Ribas

Elenco: Lira Ribas e Jeffim Dabazi

Trilha: Jeffim Dabazi e Lira Ribas

Artista Visual: Davi de Jesus do Nascimento

DIA 21 JUN – SEGUNDA

19h – O LIVRO DOS ABRAÇOS

Aviva Produções – Rio de Janeiro/RJ, 15 minutos

Uma atriz e um músico. Um casal na vida real, que se vê preso na pandemia e dialoga um trabalho juntos. Ela traz textos de Eduardo Galeano, com o auxílio da linguagem de sinais (LIBRAS) e de gestos psicológicos. Ele traz de sua orquestra, o repertório clássico que desenha os sentimentos das narrativas. Tratam de repressão, dor, manipulação, morte e também de superação, união.

Atuação Glauce Guima

Violino Clóvis Pereira Filho

19h30 – SAL

Grupo de Dois – Belo Horizonte/MG

11 minutos

Um embate verbal entre duas personagens à mesa cria um imprevisível jogo cênico

Concepção, adaptação, direção e realização: Grupo de Dois

Em cena: Kauê Rocha e Marlon de Paula

Texto: Marcus Borja

Produção: Kauê Rocha

Filmagem: Bianca Furtado

20h – POCKET SHOWZAÇAS _ SHOW DE PALHAÇAS

Minha Companhia – Belo Horizonte/MG, 15 minutos

É um show cênico que une música e palhaçaria. Em cena, Janaina Morse e Maria Tereza Costa, representadas pelas palhaças Tecla e Brisa, respectivamente. Contém somente composições autorais, criadas e executadas em sua totalidade pelas duas artistas. As músicas abordam o tema quarentena e suas diversas faces e fases.

Produção e realização: Minha Companhia

Atuação: Janaina Morse – Palhaça Brisa e Maria Tereza Costa – Palhaça Tecla

Criação, concepção e composições: Janaina Morse e Maria Tereza Costa

PALCO NA TELA – Youtube

De 16 a 22 de junho

DESMONTE

Grupo Girino –  Belo Horizonte/MG

Ano de Gravação: 2019, 50 minutos

O espetáculo é inspirado nos rompimentos de barragens da mineração em Brumadinho e Mariana, em Minas Gerais. A dramaturgia percorre narrativas de personagens silenciados pelas tragédias da mineração, propondo uma resistência necessária contra o esquecimento destes crimes.

Direção e dramaturgia: Tiago Almeida

Direção de arte e cenografia: Taisa Campos

Elenco: Iasmim Marques, Kely de Oliveira e Marco Aurélio Bari

Iluminação: Pedro Paulino e Richard Zaira (Cia Tecno)

Construção de maquetes e miniaturas: Gustavo Campos Lages (Ed), Iasmim Marques, Igor Salgado, Kely de Oliveira, Marco Aurélio Bari, Taisa Campos e Tiago Almeida

Construção de bonecos: Gustavo Campos (Ed)

Pintura e acabamentos: Igor Salgado

Assistência de ateliê: Amanda Porto e Yuri Victory

Figurino: Iasmim Marques

Consultoria técnica audiovisual: Guilherme Pedreiro e Daniel S. Ferreira

Trilha sonora: Tiago Almeida

Produção executiva: Iasmim Marques

Filmagem: Limonada Audiovisual

Fotos: Hugo Honorato

E SE TODAS SE CHAMASSEM CARMEN?

Breve Cia. – Belo Horizonte/MG

Ano de Gravação: 2017, 72 minutos

Constrói um discurso poético a partir das feminilidades negras, apresentando vivências, memórias e complexidades de três personagens chamadas Carmem. Questões sociais e políticas atravessam as falas e as corpas dessas Carmens, marcadas pelo Racismo, pela solidão, pelo vazio e pela busca constante, uma busca encontrar o corpo do filho, a outra busca coragem para sair do quarto que a aprisiona e a terceira busca modos de manter-se viva na rua.

Direção: Adriano Borges 

Assistente de direção: Anair Patrícia 

Elenco: Anair Patrícia, Amora Tito e Renata Paz 

Concepção e Dramaturgia: Breve Cia

Iluminação: Gato de Luz (Regéles Queiroz)

Arte Gráfica: Quartinho 

Produção Executiva: Jô Arllen

Fotógrafo: Pablo Bernardo

Comunicação: Kelli Oliveira

Vídeo, câmera e direção de fotografia: Kléber Bassa

REFUGIUM OU ENRAIZAMENTO NO VOO

São Paulo/SP

Ano de Gravação: 2019, 40 minutos

Se um conflito te obrigasse a fugir de casa, o que você levaria? Como é sentir saudades de um lugar que não é seguro para você? Como se faz para viver aqui, ali e lá? Borda. Fronteira. Limite. Qual a direção que você seguiu? Como você chegou até aqui? Quem é você? Como vamos esperar que nos acolham nos novos territórios do futuro, quaisquer que sejam, se nós mesmos não formos capazes de estender os braços a quem procura?!

Direção: Daniella Visco

Atuação: Ana Gabi 

Dramaturgia: Raíssa Uraba

Participação especial: José Miguel Silva Ocanto

Luz: Lucas Matias

Música Original: Renato Brandão

Voz em off: José Miguel Silva Ocanto 

Preparação Vocal: Izza

Fotografia: Junior Silva

Vídeo: Ramon Brant

teatro na tela
Mulheres poetizando a resistência. Foto: Aline Carolina / Divulgação

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