31 out 2017

“Thor: Ragnarok” para (e por) quem conhece muito pouco sobre o super-herói bonitão

O ator Chris Hemsworth como Thor. Crédito: Marvel

Tenho gostado de escrever sobre filmes de super-heróis. Não porque seja seguidora fiel deles, que conheça tudo. Pelo contrário. Justamente por ser uma espectadora bastante comum, que se liga muito pouco para a  fidelidade das adaptações mas que quer falar com seus similares. Ou seja, gente que gosta de cinema, não se preocupa em saber se o protagonista é Marvel ou da DC,  ou o que essa diferença significa. Vi Thor: Ragnarok para me divertir. E deu certo.

O longa protagonizado por Chris Hemsworth tem sido categorizado pela crítica como um representante do gênero de comédia. Fui para o cinema acreditando nisso. Saí do filme achando que é um exagero falar que é comédia, embora a graça faça parte de muitos momentos do roteiro.

A dosagem é até tímida perto do humor negro de Deadpool (2016). Está mais para o tipo de comédia também usada em Homem-Aranha: De volta ao lar (2017) e Mulher-Maravilha (2017). Entendo isso como uma sacada geral desses estúdios de que um é um caminho interessante o fato dos super-heróis não se levarem tão à sério.

Em mais de uma vez, Thor brinca com isso. Na primeira cena, inclusive, ele erra o timing ao soltar a frase de efeito que o levaria à batalha. Ao mesmo tempo que fica menos original, se compararmos às histórias dos quadrinhos e às primeiras adaptações, não há como negar que fica mais leve. Bom, pelo menos para quem não liga para a fidelidade, né?

ELENCO

Em Thor: Ragnarok o Deus do Trovão se encontra preso em um lugar bem distante de Asgard, o mundo dele. Precisa voltar para impedir a destruição total pela vilã Hela (Cate Blanchett). Nessa saga reencontra três integrantes dos Defensores secretos como Valquíria (Tessa Thompson), Hulk (Mark Ruffalo) e Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch). Tem ainda o irmão de Thor, Loki (Tom Hiddleston), o pai Odin (Antony Hopkins) e o guardião de Asgard Heimdall (Idris Elba).

Juntos vão tentar salvar a população de Asgard das garras de Hela. Prepare-se para uma saga que envolve

Não há como deixar o elenco de Thor: Ragnarok passar despercebido. Como já disse, vejo filmes de heróis para me divertir. Por isso, muitas vezes me incomodo com o tom forçado das interpretações. Não é este o caso do filme dirigido pelo neozelandês Taika Waititi. Há sempre um exagero mas ele fica no limite.

Bruce Banner/Hulk (Mark Ruffalo) eThor (Chris Hemsworth). Crédito: Film Frame ©Marvel Studios 2017

Chris Hemsworth, sinceramente, chama mais atenção pela beleza do que pelas qualidades de interpretação. Quem mais surpreende neste quesito é Cate Blanchett e Mark Ruffalo. Ele até mais já que incorpora bem – e com sutileza –  o conflito entre Bruce Banner e Hulk.

Outro aspecto que surpreendeu positivamente no filme foi a montagem. O roteiro de Thor: Ragnarok se passa em diversos mundos, com tramas paralelas. Os cortes e as passagens entre um cenário e outro são muito precisos e feitos nos momentos exatos para manter o nível de suspense que a trama propõe.

Por fim, como não destacar a trilha sonora. Confesso que a batalha ao som de Immigrant Song, do Led Zeppelin me distraiu. Achei tão legal quebrar a sonoridade que dominava até então. Valeu! Ops, não pense que a tal cena de ação seja mais ou menos. Nada disso. Aliás, Thor segue honrando os filmes do gênero.

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