Novo clipe do ‘Djalma não entende de política’ abrirá show de Ben Jor em BH

Que Jorge Ben Jor estará palco com Skank e Céu todo mundo sabe. Que eles vão tocar só sucesso do repertório de Ben Jor, também não é novidade. O que é inédito no show marcado para as 16h30 deste domingo é a participação da banda mineira Djalma não entende de política.

O grupo foi convidado a participar de uma batalha de hashtags. Seguinte: o artista local que conseguisse fazer com que a #DjalmaNoNIVEAViva fosse mais compartilhada. Resultado: Djalma arrasou e embarcou para SP para gravar o clipe que será exibido no telão do show antes do trio principal celebrar o autor de País Tropical.

Terêncio Oliveira, integrante do Djalma não entende de política respondeu algumas perguntas básicas do Culturadoria.

 

Como surgiu a ideia da banda de participar da batalha e qual foi o diferencial para a vitória?

Fomos convidados para participar dessa batalha de hashtags e aceitamos sem muita expectativa. Mas já estamos tocando e formando nosso público desde 2011, ainda que aos poucos. Principalmente depois que lançamos o disco Apesar da Crise, ano passado, notamos que cresceu o número de pessoas que tem ido aos shows e nos dado um apoio muito importante. Logo no primeiro dia da batalha já começamos nossa campanha pelas redes sociais e nossos seguidores logo apareceram e garantiram nossa liderança até o fim.

Descreva, por favor, o que foi mais marcante no processo.

Djalma tem sempre uma pegada crítica e irônica. Essas características continuam. Participar desse projeto foi um marco na trajetória do Djalma. Foi a primeira vez que entramos num aeroporto como banda. Já havíamos tocado em Ouro Preto e Tiradentes, mas nunca saído do estado. E logo a primeira travessia da fronteira já foi uma experiência bem fora do comum: na quinta-feira, dia 11 de maio, acordamos e dormimos em BH. Entre um e outro demos uma passadinha em São Paulo pra gravar um vídeo e voltamos.

O processo foi relativamente simples: vestimos nossas melhores roupas e tocamos oito vezes a mesma música: Com Quantos Santos se Faz Uma Cidade. É a música que fecha nosso disco. Imaginamos que no domingo, com um show na rua, de graça, na Praça da Estação lotada, nada melhor que uma música sobre os bairros e o carnaval de BH. As pessoas podem se identificar. Talvez até encontrem seu próprio bairro em algum verso. Vai ser o maior público ao qual o Djalma já foi apresentado. O mais próximo que já chegamos do mainstream. Estaremos lá pra colher os louros ou os tomates.

 

Vocês acreditam que hoje ainda existe o chamado ‘mainstream’? Tem vontade de fazer parte dele?

O Mainstream ainda existe, só está mais restrito, mais fechado. Nos anos 60, 70, se você olhasse as listas dos melhores discos do ano feitas pelos críticos e as listas das músicas mais tocadas nas rádios, acharia vários artistas nas duas listas. Hoje em dia as listas são totalmente excludentes entre si. E mesmo nos anos 90 as paradas de sucessos eram mais diversificadas.

Olhando o casting das grandes gravadoras hoje, percebe-se que elas preferem investir em estilos musicais que garantem alta vendagem. O Djalma não sonha em ter uma música entre as 10 mais tocadas do país, mas sabemos que temos músicas como Assim Na Lama Como na Fama ou O Sol Não Dá Ré, que poderiam perfeitamente tocar na novela. Porque não? Temos um pé no experimental, mas temos outro no popular. Gostamos de Tom Zé mas também gostamos de Jorge Ben Jor.

[O QUE] “Projeto Nivea Viva Celebra a obra de Jorge Ben Jor, com Skank e Céu” [QUANDO] 28 de maio, 16h30 [ONDE] Praça Da Estação (Praça Rui Barbosa, s/n° Estação Central, BH) [QUANTO] Entrada Gratuita.