Apresentação da nova equipe da Fundação Municipal de Cultura. Crédito: Thiago Fonseca
05 set 2017

É oficial: BH volta a ter Secretaria Municipal de Cultura

Apresentação da nova equipe da Fundação Municipal de Cultura. Crédito: Thiago Fonseca

Por Thiago Fonseca *

Pausa na Virada Cultural de 2017, novas diretrizes para o Fundo Municipal de Cultura, manutenção de eventos importantes como Festival Internacional de Teatro Palco e Rua de BH, o FIT-BH, Festival Internacional de Quadrinhos, o FIQ, Festival de Arte Negra, o Fan e outros. Este foram alguns dos temas brevemente tratados no lançamento oficial da Secretaria Municipal de Cultura de Belo Horizonte. A cerimônia oficial foi realizada na noite do dia 04 de setembro, no Teatro Francisco Nunes.

O órgão, extinto em 2005, na gestão do prefeito Fernando Pimentel, era uma reivindicação antiga da classe. Vai voltar à ativa graças a reforma administrativa realizada pelo atual prefeito, Alexandre Kalil, definida pela Lei 11.065/17, sancionada no dia 01 de agosto.

A Secretaria, sob o comando do ex-ministro da Cultura, Juca Ferreira tratará das políticas culturais e do fomento. A Fundação Municipal continuará em atividade, sob a responsabilidade de Rômulo Avelar. Caberá à FMC execução e articulação das diretrizes definidas pela Secretaria.

No evento aberto ao público, Juca Ferreira afirmou que a secretaria vai atuar em todas dimensões da cultura de BH. “Vamos trabalhar para melhorar o padrão dos editais, superar uma série de problemas que foram acumulando sem solução, qualificar e ampliar a cultura, criar um sistema regulatório e tentar articular isso tudo com a crise “, explica.

A Fundação terá praticamente as mesmas funções do passado. Já a Secretaria ficará responsável por promover a formulação de políticas culturais democráticas; observar a diversidade cultural e étnico-racial, elaborar e coordenar os arquivos, formular políticas públicas e o planejamento das atividades dos equipamentos culturais do município.

“A proposta do Juca é que a fundação também participe e que não seja mera executora. Vamos trabalhar em conjunto para promover ações integradas com um grupo bastante qualificado. O nosso maior desafio é o contexto econômico, mas nesse primeiro momento prioridade é pensar num planejamento para o futuro”, disse Rômulo Avelar.

O Secretário também mostrou sinais de que é preciso colocar ordem na casa: está suspensa a Virada Cultural de 2017. A alegação é de que não há tempo suficiente para a produção e recursos. Juca Ferreira promete surpresa no aniversário BH, em dezembro. “Os outros eventos da cidade vão acontecer normalmente, como o Fit, feira de quadrinhos e a literária”, garante. Outro anúncio foi que em até 15 dias serão divulgadas as novidades do Fundo Municipal de Cultura.

CRISE

Inovação e criatividade serão armas para driblar a crise. “Vamos buscar recursos onde existir e desenvolver parcerias para realizarmos nossos projetos”, afirmou Ferreira. O secretário aposta na experiência e o trânsito nacional que tem para dirigir a Cultura no município.

Os principais agentes da Secretaria também foram apresentados na festa. Juca fez questão de frisar a importância da participação feminina. Entre os nomes que vão compor sua equipe estão Aline Vila Real, Ana Amélia Arantes, Bárbara Bof, Cris Moreira, Fabíola Moulin, Fernanda Vidigal, Janine Karine, Marah Costa e Selma Ferreira.

Alexandre Kalil, em seu discurso, disse que não estava apenas cumprindo uma promessa de campanha. “Ouvimos muita gente. Aprendemos com quem pode ensinar. Vamos mostrar que a cultura é inclusão social igual as outras áreas. Vamos ocupar todos os espaços da cidade com a cultura”, afirmou.

O prefeito reconheceu que as contas da cidade estão apertadas, e, assim como Juca, afirmou que iria procurar recursos para que a ideia possa ser colocada em prática. Questionado se a criação de dois órgãos geraria mais gastos, Kalil respondeu que não são dois e sim um.

Marcelo Veronez e Thiago Delegado. Crédito: Thiago Fonseca

SHOWS

Antes da posse a cerimônia contou com apresentações de artistas da cena local. Maurício Tizumba, instrumentista, cantor, compositor, ator e empreendedor cultural, abriu o evento junto com o grupo Tambor Mineiro. Thiago Delegado e Flávio Renegado mostraram um pouco do Rap com menção aos orixás.

Após os pronunciamentos, Aline Calixto cantou seu sucesso Flor Morena. “A cidade só ganha. Espero que funcione como seu propósito, com a participação do meio artístico e ouvindo a população”.

Em seguida, foi a Vez de Marcelo Veronez. O artista defende a ocupação das ruas e dos espaços públicos. “Acredito que os dois órgãos trabalhando juntos muita coisa boa vai acontecer”, aposta.

*Colaborador do Culturadoria sob a supervisão de Carolina Braga

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