Momentos mais marcantes da abertura da Mostra de Cinema de Tiradentes

A Mostra de Cinema de Tiradentes começou animada. Convidados e autoridades lotaram o Cine Tenda para ver a cerimônia marcada por consistência conceitual, equilíbrio no tom político e reações acaloradas do público.

A atriz Grazi Medrado na abertura da Mostra de Cinema - Foto: Jackson Romanelli/Universo Produção

A atriz Grazi Medrado na abertura da Mostra de Cinema – Foto: Jackson Romanelli/Universo Produção

Tom político 

A capacidade do cinema em reagir aos fatos e o papel desempenhado pela mulher nesta arte foram os temas principais da abertura 20a Mostra de Cinema de Tiradentes. A cerimônia dirigida por Chico de Paula foi muito sintonizada com o conceito proposto para 2017. Um acerto.

Josi Lopes, Bia Nogueira, Grazi Medrado e Josi Lopes, acompanhadas de Barulhista conduziram a performance que misturou música e vídeo. Os textos – ótimos – foram assinados por Grace Passô e Raquel Hallak.

Enquanto a voz ecoava a força feminina no Cine Tenda, na tela fatos históricos que marcaram os últimos 15 anos ressaltaram o caráter cíclico da história. Cenas e acontecimentos nada fáceis que moldaram o mundo, o Brasil e, principalmente, a Mostra.

Plateia presente no Cine Tenda. Foto Jackson Romanelli/Universo Produção

Plateia presente no Cine Tenda. Foto Jackson Romanelli/Universo Produção

Plateia ativa 

Por mais que Tiradentes seja uma Mostra que sempre destacou o cinema como ato político as plateias das cerimônias de abertura sempre pareceram mais passivas. Na noite desta sexta-feira gritos de “volta Filme em Minas”, “Fora Temer” além de vaias e gritos aqueceram a festa. Lamentável foi o governador Fernando Pimentel e o secretário de cultura, Ângelo Oswaldo presentes e nada ser dito sobre a “pausa” no programa dedicado ao fomento do cinema mineiro. Pimentel assumiu o microfone mas não saiu do convencional. #voltafilmeemminas.

O governador Fernando Pimentel durante a abertura da Mostra de Cinema de Tiradentes. Foto Jackson Romanelli/Universo Produção

O governador Fernando Pimentel durante a abertura da Mostra de Cinema de Tiradentes. Foto Jackson Romanelli/Universo Produção

Casa da Mostra

Depois de 20 anos a Mostra de Cinema de Tiradentes terá uma casa para chamar de sua na Rua Direita de Tiradentes. O espaço vai reunir o acervo do festival. Estarão disponíveis todos os registros de debates, catálogos e todo o conteúdo acumulado ao longo das duas décadas de discussão sobre a produção cinematográfica.

As atrizes Helena Ignez e Leandra Leal recebem as homenagens. Foto: Leo Lara/ Universo Produção

As atrizes Helena Ignez e Leandra Leal recebem as homenagens. Foto: Leo Lara/ Universo Produção

Afeto e família

As atrizes Helena Ignez e Leandra Leal receberam o troféu Barroco das respectivas famílias. As filhas Djin Sganzerla e Sinai Sganzerla prestaram homenagem à mãe e a também atriz Ângela Leal entregou a obra em pedra sabão para a filha. Os discursos foram convencionais. Quem roubou a cena foi Júlia, filha de dois anos de Leandra Leal. A garotinha não só queria o microfone para ela como não queria que a homenageada falasse.

Na saia justa, enquanto a homenageada comentava as transformações que passou como atriz nas telas de Tiradentes, finalizou, “virei mãe”. Ângela Leal também fez questão de falar sobre as três gerações da família reunidas no palco e a dedicação à cultura do nosso país.

Divinas Divas

A exibição do documentário Divinas Divas coroou a noite de acertos. O documentário dirigido por Leandra Leal terá outro texto exclusivo. De momento vale destacar o quanto o filme sinalizou o reencontro da Mostra com suas origens. Sim, foi uma sessão popular como há tempos não se via em Tiradentes.

Culturadoria viaja a convite da Mostra de Cimema de Tiradentes

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